The end of the world as we know it

Ao contrário do que possa parecer, o furdunço que bota São Paulo de pernas para o ar tem nada a ver com comemorações pelos meus 31 outonos. Minhas relações com o mundo do crime organizado encerram-se na impressionante parecença com Fernandinho Beiramar. E só.

Ontem à noite, voltando da casa da namorada, quase que me estrepo na Marginal Tietê. A geralmente pacata saída que vai dar em meu pitoresco bairro estava uma putaria só. Carros na contramão, policiais em viaturas pedindo passagem delicadamente (“TIRASSAPORRADÁICARAY!”), buzinas, o diabo. Fui indo, indo, e quando vi a ponte estava fechada por uma barreira policial. Vi labaredas altas e resolvi voltar. Vim pela contramão (na Marginal, meu deus!), pisca-alerta ligado, sinalizando com farol alto pra todo mundo. Um bando de gente atrás de mim. Uma viatura da PM quase bateu de frente com meu carro. Uma lindeza.

Hoje fomos dispensados mais cedo do trabalho. Todos nós, na cidade. O metrô estava um inferno. As pessoas, desesperadas. O empurra-empurra muito maior do que o normal. Pânico, coisa horrenda. Quase não chego em casa.

Agora: será que o PT tem alguma coisa a ver com isso? Sei não, sei não…

* * *

Ouvi agora a entrevista coletiva com o comandante da Polícia Militar, o Capitão Fulano de Tal (sei lá o nome do cara). Finalmente uma autoridade diz algo que preste. O hômi mandou jornalista deixar de ser besta e só publicar informação verificada, em vez de correr atrás de boato de internet. De fato, há muito sensacionalismo no que se diz por aí. E o comandante ainda elogiou essa nota de minha amiga Juliana Carpanez. Way to go, girl!

E o presidente disse que a onda de ataques é uma provocação do crime organizado. Ah, vá! Jura? É uma capacidade, esse presidente. E eu, besta, não só votei nele como fiz campanha e ainda fui à posse. Nosso dignatário máximo ainda disse que “não há mágica para combater o crime organizado” e que “é preciso inteligência para enfrentar as facções criminosas”. Mas é de um gigantismo intelectual! Acho que o presidente tem um bloquinho com várias folhas impressas com a frase “Gente, não tem mágica pra combater ____________. É preciso inteligência e determinação para enfrentar ____________. E este governo está fazendo a maior revolução da História Universal contra ___________”. Ele só preenche as lacunas.

Reparem.

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31 anos

Já faz uns meses que eu vi uma tirinha na internet e pensei: “Vou guardar”. Tinha só dois quadrinhos. No primeiro, um sujeito pulava da cama de manhã, todo feliz, gritando “It’s my birthday!”. No segundo, a Morte movia mais uma pedrinha em seu ábaco.
Bom, desnecessário dizer que perdi a tirinha, já que precisei descrevê-la. Cá estou, um ano mais velho, e com várias coisas novas acontecendo. Não posso me queixar.

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Jornalista é gado

A historieta da Intel já deu o que tinha que dar. Conversei bastante com a assessora, e parece que tudo foi uma mistura de mal-entendidos com uma presepadazinha. Nada de mais, pois. Só que a discussão pegou fogo lá no Pérolas. Estudos mostram que os jornalistas brasileiros têm em média um ego duas vezes maior do que o de um argentino comum. Então foi aquele furdunço: jornalistas de redação falando dos assessores, assessores achincalhando os repórteres, nego pregando a revolução, enfim, coisinhas divertidas. Porém, o comentário de um retardatário me chamou a atenção, justamente por referir-se a mim:

Não que explique ou justifique… Mas vamos combinar que uma publicação que manda para uma coletiva um jornalista que nem é jornalista, que publica matérias de um jornalista que não é jornalista e que tem entre seus jornalistas esse mesmo jornalista que não é jornalista e que fica pagando de jornalista-gatinho por todos os cantos da internet tb não tem moral de ficar criticando quem faz as coisas erradas, né?

É claro que o bonitão (ou bonitona) não se dispôs a dar a cara a tapa: o comentarista se oculta por trás do escudo covarde do anonimato. Não me interessa quem seja, também. Dá para perceber que se trata de mais um que considera o jornalismo um sacerdócio, uma função sagrada a ser exercida apenas pelos iniciados. Pobre alma. Ainda não percebeu que jornalista é gado, e que segue a direção determinada por seu patrão boiadeiro. A questão toda é o diploma? Eu já estive numa faculdade de jornalismo. Se aquela papagaiada toda fez diferença na vida do caro anônimo, só tenho a lamentar. Formação cultural independe de universidade, e um texto decente nasce da leitura compulsiva, não das cadeiras mágicas da faculdade.
Não sou jornalista, e não pretendo sê-lo. É só uma profissão que exerço no momento. Se me aparecer uma atividade mais interessante, largo o jornalismo com gosto. Não vejo nada de sagrado no jornalismo, e não me sinto socialmente responsável por ser (estar) jornalista. É um trabalho: vendo parte do meu tempo e do meu parco talento para uma empresa, a empresa me paga uns caraminguás, e assim vamos vivendo. Não é um privilégio ser jornalista. Não é a coisa mais linda do mundo. Não é emocionante. Só um trabalho besta.
Agora, só não entendi uma coisa: pagando de jornalista-gatinho por todos os cantos da internet? Eita preula! E eu tenho culpa de ter um blog que as pessoas gostam de ler, e que o que eu escrevo por aqui ecoe em outros rincões da rede? Apaporra! Comecei o blog antes de ser jornalista, e este troço continuará existindo depois que eu mudar de profissão.
Jornalista é uma raça muito estranha, credo.

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Tenganação

A Telefônica lançou nesta semana uma promoção válida para São Paulo e Campinas. O objetivo claro da promoção Tevolução (nomezinho besta) é levar os clientes a migrarem para os planos de minutos. Para isso, a operadora oferece descontos em ligações de longa distância, redução no preço da franquia de minutos, períodos de ligações grátis e outras mumunhas.
Claro que nada disso vem de graça. Para começo de conversa, só vale para clientes que tenham Speedy, o serviço de banda larga da empresa. Além disso, se o usuário cancelar o Speedy em menos de um ano, perde todas as vantagens. Mais uma vez o golpe da fidelidade, como vocês podem ver. A Claro tentou me aplicar um desses, depois eu conto. Porque o que mais me espantou no regulamento da tal promoção da Telefônica foi o item 9:

Os Clientes participantes desta Promoção desde já autorizam, pelo prazo de 20 (vinte) anos, uso de seu nome, sua imagem e som de voz em filmes, vídeos, fotos e cartazes, anúncios em jornais e revistas, internet e marketing direto, com o intuito de divulgar esta Promoção, sem qualquer ônus para a TELEFÔNICA

Como é que é? Então para participar de uma promoçãozinha fuleira sem-vergonha o Grande Satã Espanhol quer minha alma por vinte anos? Mas nem por um ramalhete de caralhos!

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Direito de resposta

A Alessandra Neris, assessora de imprensa da Intel, enviou um e-mail esclarecendo o furdunço todo. Ei-lo:

Olá, Marco Aurélio,

Segue nossa resposta, só para por os “pingos nos iis”:

Não houve informação privilegiada. Todos os jornalistas de São Paulo e alguns de outros estados que aceitaram o convite participaram da coletiva.Todos receberam o mesmo press kit e as mesmas informações.

Depois da coletiva, houve um almoço organizado pela Burson-Marsteller (agência de comunicação da Intel) para os jornalistas de fora de São Paulo, na churrascaria Jardineira Grill, por cortesia da Intel, por terem vindo de longe. Nenhum porta-voz da Intel esteve presente nesse almoço. Além dos jornalistas de fora, alguns de São Paulo (que estavam na sala de imprensa no momento da saída para o restaurante) foram convidados (pela Burson), como se convida um colega para um almoço informal, o que de fato era.

Paul Otellini participou de um outro almoço, no próprio Hyatt, com alguns editores de publicações específicas, de interesse do executivo, apenas para relacionamento.

Como estes dois almoços estão sendo confundidos e alguns jornalistas se manifestaram ofendidos e discriminados, queremos esclarecer que EM NENHUM DESSES ALMOÇOS —– seja no de cortesia aos colegas de fora, seja no de relacionamento organizado pela Intel —– HOUVE QUAISQUER INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS.

Nós, da Burson-Martellers lamentamos o mal-entendido e garantimos a todos que não foi dada nenhuma informação diferente do que já havia sido dito na coletiva. O que poderá ser facilmente comprovado nas eventuais matérias publicadas sobre o evento.

A equipe de atendimento da Intel, na Burson, está à disposição para esclarecer, aos colegas jornalistas, quaisquer dúvidas sobre os fatos. E pede desculpas por eventuais transtornos que estes fatos (até então não checados) tenham causado.

A Burson-Marsteller, que há 50 anos (30 deles no Brasil) zela pelo profissionalismo e pelo bom relacionamento, jamais promoveria a discriminação em quaisquer segmentos.

Gratos,

Alessandra Neris
Innovation &Technology
Burson-Marsteller Brasil

E basta, que papo de jornalista é muito chato.

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Discriminação

Nos velhos tempos de minha juventude, costumavam dizer que o Brasil era um país tão desigual que poderia ser considerado como a junção de dois países diferentes: a Bélgica e a Índia, formando a tal Belgíndia que fez a delícia dos cientistas sociais por anos. O tempo passou, e acho que hoje lá na Índia os sociólogos dizem que seu país é um Belsil ou algo assim.
O negócio é que a desigualdade ocorre em todos os setores da vida nacional. No jornalismo de tecnologia, por exemplo, existem veículos grandes e chiques, veículos médios e legaizinhos, e veículos pequeninos e humildezinhos. É normal que as assessorias de imprensa convidem para uma determinada coletiva apenas representantes dos grandes. A visita dos fundadores do Google foi assim: os chiques falaram com os caras, e nós ficamos sabendo depois. É triste, mas é parte da realidade desigual em que vivemos. O que se vai fazer? Vamos tocando a vida e tentando vez por outra passar por cima dos grandes, como quando nós aqui furamos todo mundo com as informações financeiras do Google. Momentos raros de regozijo, mas muito bem aproveitados.
Eu ainda não tinha visto, porém, nada parecido com o que aconteceu hoje numa coletiva da Intel. Jornalistas de todo canto do Brasil estavam presentes para entrevistar o CEO da empresa e mais alguns executivos daqui de baixo. Ao término da coletiva, eu e mais dois colegas fomos tomar um café e falar bobagem. Quando saímos, encontramos alguns companheiros do alto clero reunidos na calçada. Falavam de um tal almoço, perguntaram se íamos também.
— Almoço? Que almoço?
Mostraram-nos seu convite para a coletiva. Era diferente do nosso: trazia no último parágrafo a informação sobre um almoço com os executivos numa churrascaria de alto nível ali na zona Sul. Nosso convite não mencionava almoço algum.
Pois muito bem: não faço questão de ser convidado para todas as coletivas, nem de almoçar às custas das empresas. O que aconteceu, porém, é um pouco mais sério. Os jornalistas grandões (que estavam inocentes na história toda) foram almoçar com os executivos, conversaram com eles mais de perto, podem ter conseguido alguma informação exclusiva, ou no mínimo mais aprofundada. Quanto a nós, do baixo clero, ficamos apenas com as informações divulgadas durante a coletiva e nos releases de imprensa. Com esse tipo de tratamento, a Intel espera mesmo que divulguemos suas novidades? O WiMAX é muito legal, as novas tecnologias móveis idem. No entanto, se era para dar informação privilegiada a apenas um punhado de jornalistas, porque não convidaram só a estes? Todos nós, os outros, temos mais o que fazer nas redações.

Eu sei que esse assunto tem nada a ver com este blog; é mais a praia do Edu, no Pérolas das Assessorias de Imprensa. Acontece, porém, que isso não foi uma pérola. Cagada seria o termo mais adequado.

Pronto. De volta à nossa programação normal. Coleguinhas jornalistas, comentem. Leitores que têm nada a ver com isso, desculpem-me.

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Por falar em eleições

O Tonon lembrou uma coisa importante: com eleições todo ano, o povo que é chamado pra ser mesário, fiscal e o diabo a quatro ia ficar irritado. Então tenho outra proposta: acabemos com as eleições!
Não, não me apedrejem. Pensem bem: desde o fim do regime militar nós nos acostumamos a votar a pelo menos cada dois anos. E o que mudou? Nada! Para falar só em presidentes, tivemos Sarney (que não foi eleito, mas quem se importa?), Collor, Itamar, FHC e agora o Lula. O que mudou? Que marca esses homens deixaram? Nenhuma! O País vai indo aos trancos e barrancos, o povo continua na merda de sempre. Então para que eleições?
Vamos pensar em métodos alternativos para escolher nossos líderes. Por que não botar no Palácio do Planalto o candidato mais alto, por exemplo? Ou o que tiver mais dentes na boca? Ou o que beber mais (er..)? Posso pensar nessas e muitas outras maneiras de se escolher um presidente: luta no gel, corrida de saco, concurso de beleza, pau de sebo, campeonato de bafo, teste ergométrico. Podemos eleger o mais cabeludo, o mais careca, o mais barbudo, o mais engraçado, o mais esquisito, o mais verde, sei lá! Imaginem Lula, Alckmin, Garotinho, Enéas e outros zés numa gincana animada pelo Silvio Santos.
Por que tentar construir um país sério? Já tentamos todos os caminhos. A direita, o centro e a esquerda já chegaram lá e não fizeram nada. Institucionalizemos a bagunça que o Brasil sempre foi. Mostremos ao mundo que isto aqui é, sim, a casa de mãe joana.

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Sechium edule e o ano eleitoral

Muito bem, então a tucanagem escolheu Geraldo Alckmin para concorrer à vaga do bebum. Excelente. Agora é só esperar pra ver algum marqueteiro sabichão vir com slogans do tipo “Alckmin é bom pra chuchu”. Querem apostar?

Aliás, estava reparando nas obras da nova linha do metrô paulistano. Rapaz, como aquilo andou rápido esta semana! O buracão da Ipiranga com a São Luís sumiu do dia pra noite. Passei por lá hoje e estava tudo asfaltado e bonitinho, e nem sinal da cratera que enfeiou durante meses a esquina onde Caetano morou. “Ano de eleição…”, pensei, com meu típico cinismo brasileiro. E então me veio a idéia: por que não instituir mandatos de um ano para todos os cargos executivos, sem limite para o número de reeleições? O prefeito, governador ou presidente atual não teriam direito a fazer campanha; a mídia seria totalmente ocupada pela oposição. Vejam só: todo ano seria ano de eleição, e neguinho ia trabalhar adoidado pra garantir suas mordomiazinhas. Eita, que isto aqui ia ser uma maravilha!

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Minha primeira tirinha

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Vou encher o rabo de dinheiro

Curtindo a depressão constante, vinha eu no ônibus descendo a Consolação, testa grudada no vidro, pensando em diversas maneiras de matar (bem lentamente) dois ou três seres que vêm me aporrinhando a vida. Sem qualquer razão, meus olhos se detiveram sobre o adesivo no vidro traseiro de um Corsa. Dizia o adesivo: “Quem não tem tempo para Jesus está perdendo muito tempo”.
Vocês vão achar esquisito, mas ao ler aquela frase tão simples, banal até, eu me senti como que invadido pela luz. Sem tempo para Jesus. É assim que eu ando, é assim que muita gente anda. Todos trabalhamos, estudamos, temos família, namorada, namorado, amante, esposa, marido (estou falando de forma geral, não que cada um de nós tenha tudo isso. Bah, vocês entenderam). É tanta coisa que não nos sobra tempo para cuidar da vida espiritual, que no fim das contas é a vida que importa de verdade.
Não sei quanto a vocês, mas ao pensar nisso eu tomei a decisão de fazer minha parte para melhorar esse estado de coisas. As Organizações Jesus mexe com telha? Jesus, me chicoteia!, conglomerado dirigido por este que vos fala com punho (eta!) de ferro, lança no mercado a…

Gods Outsourcing Incorporated!

Você está sem tempo para Jesus, Javé, Maomé ou Xangô? Está adiando há mais de um ano aquela visitinha ao templo budista, à comunidade Hare Krishna, ao centro espírita? Tomado pelas obrigações e pelo estresse do mundo moderno, acabou ficando sem tempo para cuidar do espírito? Não se preocupe: TERCEIRIZE!

Mas como???

É simples! Basta cadastrar-se em nosso site, escolher a religião de sua preferência e a modalidade de assinatura do serviço que melhor lhe aprouver, e deixar o resto em nossas mãos! Levamos seus pecados ao padre e trazemos sua penitência e, por uma taxa adicional, hóstia para a comunhão. Resumimos os sermões de seu pastor preferido em lindas e didádicas apresentações em Power Point. Entregamos seu dízimo ao picareta de sua escolha (mediante taxa de 10%). Arriamos despacho em qualquer encruzilhada, praia ou cachoeira do Brasil. Transmitimos recados aos parentes desencarnados. Ah, você prefere o budismo? Nosso time de profissionais pode meditar por você. Prefere ser um monge Hare Krishna? Vendemos incenso nas principais avenidas e aeroportos do País.

Quanto vale tudo isso?

Não responda ainda! Além de todos os serviços, você ainda recebe em casa, totalmente grátis, uma edição de luxo da Bíblia, do Corão, do Livro dos Espíritos, do Necronomicon, enfim, do livro sagrado de sua religião predileta!

Mas isso tudo deve ser muito caro!

Não se preocupe! Temos desde planos populares até elaboradíssimos planos, com contingência de religião* para garantir o seu conforto no além! Temos o plano do tamanho do seu bolso! E muitas outras opções religiosas, do voduísmo haitiano aos dervixes rodopiantes da Turquia. Fale conosco hoje mesmo e durma de consciência tranqüila!

Nossa, deve ser uma fortuna!

Ah, então foda-se, miséria do cão! Vá pro inferno e não me encha o saco!
Apaporra!

*Obrigado pela lembrança, Vinicius!
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